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ACORDA CHICO

Eu sou a lenda

Alguém mais aí está incrivelmente excitado com a notícia de que, logo no Dia dos Namorados, Didi Mocó e Dedé Santana finalmente reataram? O escada número 1 da América vai voltar para finalmente botar um pouco de carisma naquele programa ruim que o Didi tem na Globo.

E é realmente uma época pródiga em retornos fantásticos. Não falo apenas do Indiana Jones e do Vinny, mas também do auge da minha forma.

Abrimos o álbum de recordações da Corda de Rua para dizer que estou me sentindo um pouco Ronaldo Fenômeno, circa 2002, quando ele ainda não era visto com travestis. Quando todos viam como certa a minha derrocada, com um físico bizarro e um desânimo generalizado, eu lia o Cersibon e me identificava com a tirinha do QUERO MORRE.

Eis que veio a Corda de Rua, alcançando inúmeras graças que eu nem sabia que precisava. Recuperei meu MOJO, estou me sentindo um garotão de 25 anos, e não mais um tio de 32. Se eu sou Ronaldo, a corda é Rivaldo. Que fase, estimados leitores!

Não sei se é o excesso de idas e vindas ao Rio de Janeiro, mas toda vez que vejo uma foto minha ou me olho no espelho, trechos selecionados de “Garota de Ipanema” vem à cabeça. Olha que coisa mais linda, that’s what she said.


Um amor para re-cordar

Talvez você se lembre, estivemos no Domingo Legal algumas semanas atrás. Na ocasião, ajudamos Gugu Liberato e Liminha a reunir um casal apaixonado, em um emocionante episódio do Telegrama Legal. O romance pula junto com a Corda de Rua.

Com a chegada do Dia dos Namorados, essa bela data em que as pessoas comemoram a sorte que tiveram por alguém continuar dando bola para elas, resolvemos homenagear todos os casais reunidos pelo Double Dutch afetivo da Corda de Rua.

É amor demais, senhoras e senhores. Tenham todos um Dia dos Namorados extremamente romântico, mas arranjem um quarto, por favor!


Mendicância Dolby Stereo (where available)

Quanto mais o tempo passa, menos confiável fica a tecnologia. Por diversas vezes durante a vida, somos subitamente escandalizados por moderníssimas traquitanas que simplesmente não funcionam.

Isso aconteceu alguns dias atrás, enquanto filmávamos com nossa super-câmera de vídeo toda a movimentação em torno da Corda de Rua. E aí descobrimos que o áudio não estava funcionando.

Para não perder a viagem, conversamos com a Equipe Chico Barney de Restauração de Antigüidades, e mais uma vez o dia foi salvo por esse bando de geeks enxeridos e o que parecia um mendigo cheio de pulgas.


Farol aceso

Depois dos retumbantes sucessos da auto-ajuda “Quem mexeu na minha corda”, “Um salto daqueles” e “Diário de um blogueiro”, resolvi abraçar a nova modinha criada pelo livro O Jogo, e lancei eu mesmo meu próprio manual de reinvenção radical. Confiram parte da orelha.

O Jogo na Corda de Rua
A Bíblia da Malemolência

“Cansado de se sentir fracassado na arte da Corda de Rua, o blogueiro especializado em música ruim Chico Barney assumiu sua dificuldade em afastar-se do solo e, com a ajuda de seus mentores, desenvolveu as técnicas que o transformariam em ídolo do desporto nacional. […] Um dos livros mais explosivos e polêmicos dos últimos tempos, “O Jogo na Corda de Rua” ficou conhecido como a Bíblia da Malemolência, se tornou garantia de sucesso no poder de redenção dos naturalmente descoordenados e operou a transformação definitiva na forma como os civis vêem os blogueiros.

Entre outros causos, conto a divertida passagem que vivi no Farol da Barra, na saudosa Salvador.

O verão do amor continuava maio adentro, junho afora, e assim sucessivamente. Pelo menos em Salvador, quando nenhum carnaval é fora de época. E na recente micareta da Corda de Rua na região, pulei igual pipoca.

Só mesmo um Farol imponente como o da Barra para iluminar o tortuoso caminho até meu retorno à Bahia. Enquanto isso, a saudade que sinto de Salvador será minha constante. Para mais detalhes sórdidos, apenas lendo “O Jogo na Corda de Rua”, em uma livraria próxima de você.


Perguntas que não querem calar

Tenho sido parado nas ruas constantemente, e minha caixa de e-mails está abarrotada com a curiosidade alheia. Algumas questões, nem sempre pertinentes, parecem povoar o imaginário popular dos amantes da Corda de Rua.

Chega de saudade, estimados colegas. Visando o fim de alguns mistérios até então insolúveis, apresento o primeiro volume de respostas para as perguntas mais freqüentes da Corda de Rua.

Onde eu compro essas cordas legais?

Parece que tudo o que você precisa fazer hoje em dia é entrar em qualquer boteco pé-sujo, pedir uns refris, e com o troco você já consegue uma boa corda para sair pulando por aí. Ou então tente na Interália.

Qual o material da corda?

Fios egípcios e fibra de vidro. Eu sei lá, o que interessa é que ela é ótima. Maiores informações neste tópico da nossa comunidade.

Qual o tamanho da corda?

Varia muito, em alguns casos chega a ser aproximadamente do tamanho de uma puladora canadense.

Vocês me filmaram dia desses, quando meu vídeo entra no ar?

Muito em breve! Relaxe seu corpo, tome um vinho tinto, acaricie seu gato angorá, curta esse momento. Em alguns dias, o vídeo entra no ar. Tudo o que você precisa fazer é continuar acessando diariamente o site – e ele é tão sensacional que isso não é nenhum esforço, tu tá ligado. Eu juro que gente está tentando mostrar todo mundo. Não esqueça também das fotos do Flickr.

Como eu faço para participar da equipe?

Em primeiro lugar, pare de fazer tantas perguntas. Em segundo lugar, a equipe propriamente dita não é a casa da sogra para ficar aceitando qualquer um. Mas estamos formando uma verdadeira comunidade de puladores de corda. Mande seu vídeo pulando para nós e tenha a certeza de estar junto dos melhores.

Vocês dão aula de Melbourne Shuffle?

Damos. Primeira lição: compre uma calça três vezes o seu tamanho. Segunda lição: encha a peça de brilhos. Terceira lição: assista aos vídeos do Latino, e tente imitá-lo. Quarta lição: arranje um emprego rápido, pois seus pais mais cedo ou mais tarde vão acabar te expulsando de casa.

Agora você pode seguir sua vida com mais tranqüilidade, e eu posso voltar a acessar o Orkut apenas para ver as fotos novas das gatinhas de Porto Alegre.


Não há negócio como o agronegócio

Com tantas possibilidade de entretenimento no mundo livre, fica difícil decidir de que maneira vamos gastar nossos parcos momentos ociosos. Visando facilitar a escolha do estimado leitor, criamos esta simpática nova seção em nosso site.

Episódio de hoje:
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Corda de Rua vs. Palhaços de Rodeio

Todo ano, milhares de pessoas resolvem largar família e amigos para seguir viagem como palhaços de rodeio. No programa de hoje, vamos analisar o quanto isso é mais ou menos legal que pular corda.

PERICULOSIDADE
CORDA: A corda pode ficar presa no seu chifre (nota 6)
PALHAÇO: Vários chifres podem ficar presos em diversas partes do seu corpo (nota 0)

MALEMOLÊNCIA
CORDA: Além de estimular o coração, fazendo com que o resto do corpo requebre de maneira mais elegante, a corda garante muito crédito nas ruas (nota 10)
PALHAÇO: Deixa o sujeito mais veloz, mas correr de bois selvagens garante um bocado de hematomas e alguns acidentes fatais já foram noticiados (nota 2,5)

NETWORKING
CORDA: As gatinhas adoram pular corda, e você sempre pode acabar aparecendo em vídeos radicais internet afora (nota 10)
PALHAÇO: Ninguém dá muita bola pro Palhaço, que está uns dois degraus abaixo dos caubóis e uns vinte e cinco abaixo do gado na cadeia de importância nos rodeios (nota 0)

TRILHA SONORA
CORDA: Desde rap até samba, do maracatu ao carimbó, só perdendo alguns pontos por causa da música da Mandioca (nota 9)
PALHAÇO: Cês tão ligados… (nota 0)

SCORE FINAL
Corda: 35
Palhaço: 2,5

Como era de se esperar, feito um touro indomável, a Corda de Rua deu uma surra no Palhaço de Rodeio. Agora você já sabe o que fazer no próximo final de semana – fuja de Barretos!


O Conde do Monte do Cristo

Refestelai-vos, amantes das boas paisagens. Depois de conferir o visual alucinante das novas manobras realizadas pelas agradáveis integrantes do POA Skippers, empurramos as coisas para um nível ainda mais naturalista, com o Corcovado e seu imponente Cristo Redentor.

Com as insistentes ameaças de Paulo César Pereio mandar tudo pelos ares, fomos proibidos pelo Governo do Estado de imitar o gesto de Didi Mocó e beijar elegantemente a mão do Cristo. Fica para uma próxima oportunidade – seria muita intimidade para um primeiro encontro.


Galochismo por uma questão de classe

Estamos todos cansados de saber que a galocha é o hit da estação, mas será que você vai precisar delas nesta quinta-feira? Depois do toró que atacou São Paulo durante esta madrugada, é com satisfação que a Equipe Chico Barney de Metereologia traz os detalhes sobre a previsão do tempo para amanhã.

Embora peçamos sempre para que a chuva caia devagar, o mesmo não pode ser aplicado ao ritmo das batidas de corda. Em mais um recorde alcançado com louvor, atingimos a impressionante marca de 61 saltos em meros 30 segundos, um índice de causar inveja aos principais expoentes do fino esporte – 2,03333 saltos por segundo.

Seguindo nessa toada, seria o equivalente a 7.230 saltos por hora, 175.680 por dia, 5.270.400 por mês, 63.244.800 por ano e inacreditáveis 632.448.000 saltos por década. Vocês estão curtindo o privilégio de ler um dínamo da Corda de Rua, senhoras e senhores.


Malemolência glútea

Dando prosseguimento ao nosso Almanaque Farroupilha, depois de conhecer a simpática equipe de pés gaudérios da POA Skippers, chegou a hora de apresentar uma manobra bastante controversa.

Inspirado na tradição dos laçadores sulistas, pilchados até os dentes, o Salto Gaúcho é o último grito nas Fashion Weeks ao redor do mundo.


Como diriam nossos amigos baianos, senta que é de menta.


Pega a chinoca, monta no cavalo e desbrava essa coxilha

E a Corda de Rua fez sua primeira viagem internacional! Porto Alegre continua aprazível e charmosa. Da próxima vez, me lembrem de mandar uns postais.

Se os gaúchos têm fama de separatistas, não podemos deixar de dizer que a corda está ajudando a quebrar alguns tabus. Tivemos a felicidade de conhecer a equipe POA Skippers, tomar um chima e dançar uma chula.

Confira o relato cativante das peripécias da Corda de Rua na República Rio-Grandense. Põe na tela, Garibaldi!

É pra isso que o mundo serve: fazer eletricidade. Continuando nosso Almanaque Farroupilha, amanhã temos um Conheça sua manobra especial com o Salto Gaúcho. Conviva com isso e acesse nosso Orkut e Twitter para emoções ainda maiores. Ademã!


corda-cola


Quem acompanha o site e já compareceu às nossas apresentações em parques e em outras capitais já está com o Fator Malemolência pelo menos uns trezentos níveis acima do resto do Brasil.

Com a corda ganhando literalmente as ruas, quem se ligou primeiro sai com certa vantagem. Mas isso não é motivo para sossegar o facho – mantenha o ritmo frenético com a equipe de pés inovadores da Corda de Rua.


Al otro lado del rio (Guaíba)

 

Bah, véi… Preparem-se para um final de semana de fortes emoções. Feito minuano, vamos passar o sábado curtindo a pegada gauchesca da Corda de Rua em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Gaudérios de todas as estâncias e pradarias já estão preparando uma festiva recepção para os pés nada receosos da equipe Corda de Rua. Compareçam pilchados no PARCÃO, a partir das 10 da manhã até as tradicionais 3 da tarde!

Domingo, aqueceremos os tamborins para o fabuloso show envolvendo Macy Gray e Herb Hancock no Parque Villa-Lobos, porque pular corda também é cultura de massa, a partir das 10 da matina.

¡Tchau, radar!


universo em expansão

Até dois meses atrás, eu era um absoluto leigo no que diz respeito a pular corda. Hoje em dia, não apenas pulo muita corda, como também duvido que alguém já tenha escrito mais do que eu sobre o assunto no Brasil. Passei de um baita ignorante a autoridade no assunto em questão de semanas.

Numa vibração meio Nelsinho Motta, me sinto obrigado a mostrar para vocês duas felizes surpresas que tive nesta semana. Os bons ventos do sul não estão atrapalhando a brisa positiva de catarinenses e gaúchos, que também abraçaram a causa da Corda de Rua.


- Conheçam a rapaziada firmeza do Batida de Corda, uma saudável galera de Floripa que treina nas areias escaldantes da ilha da magia.


- E, seguindo mais ao sul da BR-101, os simpáticos POA Skippers estão tocando o terror em Porto Alegre com a Corda de Rua.

Esperamos encontrar a rapaziada em nossa investida amanhã nos pampas. E se você tem uma equipe de Corda aí em sua vizinhança, deixe-nos ficar sabendo! Vamos combinar algo pelo Orkut ou no sempre ligado Twitter. Beijosmeliga, pessoal!


Você já foi à Bahia?

Existem algumas questões fundamentais que fazem com que eu perca o sono, e de vez em quando também o ônibus. Afinal de contas, de onde viemos? Qual nossa missão na Terra? Para onde vamos? O que existe depois da morte? Será que podemos ressucitar na forma de aves como a tiriva e o condor? E, o mais importante de tudo, porque nem todas as cidades do mundo são iguais a Salvador?

Enquanto tais perguntas não recebem respostas, olha-olha-olha-olha a água mineral. Até breve, Salvador!


Al Capone à baiana

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A Conexão Barney-Bahia segue firme, trazendo o que teve de mais bonito em nossa recente passagem por Salvador. A Corda de Rua é pródiga em atrair toda a estirpe de figurinhas excêntricas, mas talvez tenhamos ultrapassado todas as barreiras conhecidas com o Tigrão, um ferinha que vende chapéus bem estilosos na capital baiana.

A mercadoria virou item cobiçado por todo tipo de gente, desde turistas endinheirados até integrantes do agitado jet-set baiano. Tigrão inclusive já se meteu num entrevero com Carlinhos Brown, que, segundo a fera, queria pagar demasiadamente humildes cinqüenta centavos por unidade para ornar a cuca dos membros de seu bloco de carnaval.


E é bom comentar que Tigrão deu a volta por cima. Seu emprego anterior, segundo o próprio, era cagüetar a rapaziada que trabalhava num restaurante. No estilo undercover agent, ele era o cara infiltrado na cozinha para descobrir quem maldizia ou roubava os patrões.Cansado da vida de maledicências, Tigrão resolveu fazer as pazes com o karma, e agora dedica a vida a fazer os mais belos chapéus do lado de cá do meridiano de Greenwich. Fica o axé para esse grande micro-empresário, que emprega criancinhas de todas as idades para subir nos coqueiros, e ainda pula corda como ninguém.


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